I Have a Dream

5 11 2008

Apesar do Direita3 se dedicar à cobertura dos desportos motorizados, há momentos que não podemos deixar passar, principalmente quando se tratam “daqueles” momentos, históricos, que ficam na nossa retina durante toda a nossa existência e que um dia contamos aos nossos netos, como sinal da nossa vivência.

As eleições americanas, realizadas ontem e acompanhadas por um mundo inteiro (no qual me incluo), marcaram a primeira eleição de um presidente negro para os EUA. Este facto, isolado de qualquer contexto histórico, poderia parecer irrelevante pois qualquer distinção racial, numa sociedade moderna e culta, só pode ser considerada de retrógrada, tendo em conta que somos todos iguais, apesar da nossa cor.

No entanto, bastará recordar o importante discurso que Martin Luther King fez à 45 anos, de seu nome “I Have a Dream” e que marcou toda uma geração, gerando uma atitude nova perante uma sociedade racista, tal como era a sociedade americana da época. Apesar destas atitudes terem sido alteradas com o evoluir da sociedade e das mentalidades, a possibilidade de um presidente negro era algo praticamente impossível, digno de milagre, devido principalmente ao conservadorismo da população do Sul.

No entanto, Barack Obama mostrou-se um candidato jovem, cheio de ideais e representativo de uma mudança de mentalidade, aonde qualquer distinção racial era relegada para segundo plano em detrimento de um bem comum, colocado no topo das preocupações políticas. O seu carisma estendeu-se não só à América, mas ao Mundo inteiro, que se reviu neste jovem político, fresco e pronto para levar a América para um novo patamar, mais cooperativo com a Europa e as restantes potências mundiais.

A sua vitória ontem à noite foi festejada como tal nunca tinha acontecido, com novos e velhos, negros e brancos a saírem para as ruas, celebrando efusivamente a eleição deste novo presidente, quer na própria América, bem como noutros pontos remotos do globo, como o Quénia, Paris, Hong Kong e Sidney. Um sinal representativo, mostrando que este candidato é o espelho da nova geração da política,  do sonho americano e da esperança mundial, devendo servir de exemplo para todos os políticos, tipicamente velhos, gastos e sem qualquer energia motivadora de massas.

Mas além de Obama, não esquecer outras duas vitórias marcantes por parte da comunidade negra, conquistada este ano: o campeonato de F1 por Lewis Hamilton e as vitórias esmagadoras de Usain Bolt nos Jogos Olímpicos, batendo inúmeros recordes existentes.

Desta forma, poderemos afirmar que só 45 anos depois do mítico discurso de Martin Luther King, o sonho foi concretizado em 3 momentos distintos, marcantes quer para a política, como para o desporto mundial. 2008 ficará certamente marcado por estas conquistas da comunidade negra, com toda a justiça que lhes é devida.

E a frase “I Have a Dream” poderá ser finalmente substituída pelo “Yes, We Can”…

Cumprimentos

Tiago Costa

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